Meus neurônios estão morrendo
a cada segundo que passa.
Eles são únicos,
interconectados.
Preciso de uma bebida forte
para esquecer que estou louco.
Meus neurônios estão morrendo,
estão me desligando.
Qualquer dia desses o último se apaga
e além da carcaça não restará mais nada.
Tudo se dissolve
num imenso liquidificador temporal.
Meus neurônios estão morrendo,
meu corpo quer fazer um funeral:
me traga Aldol com Gardenal,
pois nessas horas tenho que estar legal.
Vou tomar uma dose tripla
de vodka, whisky e absinto.
Quero flutuar, dormir
para não sentir meu último neurônio partir.
Tibor Wonten, março de 2015.
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