É para machucar mesmo.
Te pendurar de cabeça para baixo.
Dar choques elétricos
em teus órgãos genitais,
introduzir um cano de ferro em teu ânus.
Arrancar pedaços de tua carne,
brincar com tua sanidade.
E em teu corpo prostrado e indefeso,
desenhar na pele
suásticas com ferro em brasa.
Deixar cicatrizes visíveis e irretocáveis,
arrancar teus dentes com alicate,
usar o látigo em tuas costas e nádegas.
Fazer respingar teu sangue pelo chão,
sentir o prazer de te ver agonizando,
afogando em um balde com água.
Tem de ser desta forma,
mórbida e doentia.
Tem que doer na carne
e no fundo de tua alma
para que você possa abrir os olhos
e enxergar que a noite não é um sonho.
Que quem somente a conheceu é quem sabe,
a falta que faz uma partícula de Sol.
Tibor Wonten, março de 2015.
Nenhum comentário:
Postar um comentário