Quando estou deprimido
escrevo
para saciar a dor,
esquecer de tudo.
Pareço estar galopando o mundo
procurando a cura,
decifrando a vida,
dobrando a esquina
e atravessando a rua
sem estar atento ao trânsito.
É quando estou em transe,
mesmerizado,
embriagado.
Encaramujado em mim mesmo,
ausente do presente,
presente no passado,
e inconsciente do futuro.
Não vejo o muro,
não vejo nada:
apenas sinto.
Tibor Wonten, setembro de 2015.
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