Dona Morte porque demoras tanto
vir me buscar para a viagem etérea.
Será que não percebes que não há encanto
nessa minha vida de tristeza eterna.
Te espero sem medo aqui no meu canto
e juro que quando soturna se aproximar
não escutará de mim lamento ou pranto
apenas vou te tirar para comigo dançar.
Dançar a valsa daqueles que já se vão
para um lugar que não me importa saber.
Sair feito um louco rodopiando pelo salão
sem sentir medo e sem querer retroceder.
Dona Morte me diga onde estás agora,
há tempos que para te conhecer estou pronto.
Já vejo ao longe no céu despertar a aurora
e novamente faltaste ao nosso encontro.
Tibor Wonten, abril de 2015.
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