A serpente apesar da beleza
deixa escorrer o veneno letal.
Pelas costas destila a torpeza
e prepara seu bote fatal.
A serpente desfila impune
carregando consigo a maldade.
Não há pecado do qual seja imune,
para ela não existe a sinceridade.
A serpente rasteja entre nós
escolhendo sua vítima futura.
Na história ela é sempre a algoz,
maldição disfarçada pela ternura.
Tibor Wonten, junho de 2015.
Nenhum comentário:
Postar um comentário