Sou peça de um puzzle
que nunca se encaixa.
Sou faixa de um disco
que arranhado pula.
Sou visita da festa
que não se entrosa.
Sou aquele que dança
sem entrar no compasso.
Sou carta do baralho
que não surge no jogo.
Sou antiga fotografia
rasgada pela metade.
Estou preso neste mundo
mas habito nos sonhos.
Tibor Wonten, novembro de 2014.
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