Guardei todos os meus sonhos
na prateleira mais profunda
de meu armário.
O tempo irá se encarregar
de enfeitá-los com poeira.
As traças, vagarosamente,
traçarão o destino final
perfurando,
corroendo,
digerindo partes de minha existência.
Tudo
se liquefazendo
ao lado de velhas fotos,
documentos
e poemas.
Tibor Wonten, agosto de 2014.
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